Capítulo I – Vida e Morte em Nug

Passaram-se 10 anos e agora, em pleno ano de 754 d.C, Tib era um rapaz forte, envelhecido pelo labor diário. Após capinar um terreno de 15 hectares sozinho, em decorrência do cansaço e da falta de alimentos, Tib criou a fantasia de que era um cavaleiro, e que seu lugar não era na lavoura com os outros servos. Ele saiu correndo de sua cabana fétida e montou em um cavalo, triunfante.

Quinze segundos depois, Tib desperta confuso, caído no chão em decorrência de um murro certeiro no queixo que o dono do cavalo lhe deu, por ter montado em sua propriedade.

Passado o susto, Tib recorre a seu bigodudo amigo ferreiro, Plin, para que lhe fizesse uma armadura como jamais foi feita, uma armadura leve como uma pena e resistente como o aço, brilhante como um raio de sol, discreta como uma cobra atacando sua presa. Plin, no entanto, fez a ressalva de que Tib não possuía nada que pudesse ser trocado pela armadura dos sonhos (Nota do Autor: Uma armadura sórdida, que nenhum cavaleiro gostaria de usar, custava, em média, um porco ou três galinhas)

Desolado, ele entrou na taverna que ficava ao lado da ferraria, Subserviente Club, onde pediu uma cerveja, trocando por um garfo de latão. Tib ficava indeciso sempre que pensava aonde ir nas noites medievais, dado que o vilarejo onde residia era minúsculo e as opções de entretenimento eram nulas para um desgraçado sem posses como ele.

Dezoito canecas e meia de cerveja depois, Tib perde completamente a consciência e um jogo de talheres de latão. Quando acorda, na manhã seguinte, já atrasado para seus serviços na plantação do castelo, olha para o lado e vê uma figura pequena, gorducha e grotesca ao seu lado. Olhando por baixo dos lençóis feitos de capim entrelaçado, Tib repara que está nu, e ao seu lado, está o falastrão e inconveniente quase-anão Pocket, um sujeito que veio do norte para tornar a vida de todos um pouco mais medíocre. E ele teve êxito, pois agora Tib seria empalado em praça pública, para o deleite do maligno Conde e sua esposa, a Condessa Rice. “Pelo menos”, pensou Tib, “não sou mais virgem”, abrindo um imenso sorriso.

2 Comentários

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2 respostas para Capítulo I – Vida e Morte em Nug

  1. Isabela

    HUAHUAUHAHUAUAH! Adoro o Tib.

  2. Hauhuah! Condessa Rice… huahua!
    Cara, 15 hectares capinados sozinhos depois, o cara era o hulk… ou morto! >.<

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